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domingo, 16 de maio de 2010

7 º Capitulo : O Outro Dia..

- Belinda? O que faz aqui? – minha mãe levou um susto a me ver na porta de sua casa às 00h50min.

- Posso entrar? – perguntei com a voz embargada de sono.

- Claro. Essa casa sempre será sua querida! – ela me tomou em seus braços e me levou ate a sala.

Sentei-me em um dos sofás creme, que completava a decoração da sala, e agarrei-me a uma almofada marrom. Meus olhos pesavam pelo o sono e o choro contido.

Simone me observava sem fazer uma única pergunta. Era isso o que eu mais gosto na minha mãe. Ela não lhe pressiona a contar nada. Ela respeita o seu espaço. Eu poderia ficar ali por anos e ela não iria fazer uma pergunta sequer.

- Seu quarto continua do jeito que você deixou. – ela disse, quebrando o silêncio.

- Estou com um pouco de dor de cabeça. – reclamei.

- Pode ir ate o seu quarto, que eu irei lhe preparar um chocolate quente e levarei algum medicamento.

- Obrigada. – agradeci com um leve sorriso.

- Não há de quê, querida. – Simone respondeu, afagando meus cabelos e indo em direção a cozinha.

Subi as escadas levando as malas comigo. As rodinhas batendo em cada degrau, produzia um barulho irritante, mas eu não me preocupava com isso. Após ter chegado ao segundo andar, fui direto para o meu quarto e ele ainda continuava do jeito que eu deixei há cinco anos atrás. Os mesmo pôsteres de bandas antigas, ainda o ursinho em cima da cama, e os mesmos lençóis rosa. Joguei-me sobre a cama, e sorri com o cheiro de roupa limpa. Era bom estar em casa de novo.

- Querida, posso entrar? – Simone perguntou após duas batidas na porta

- Claro mãe.

Ela trazia consigo uma bandeja prateada, com uma caneca preta e ao lado um prato com os biscoitinhos de leite.

- Ah, mãe, eu não acredito! Eu amo esses biscoitos. – me sentei na cama. Minha boca se enche d'água, com o aroma que invadiu o quarto.

- Eu sei. Você acha que eu esqueci os seus gostos?

- Obrigada.

Ela colocou a bandeja na minha frente. Coloquei um dos biscoitos em minha boca e deixei derreter. Com os olhos fechados apreciei o sabor, que veio acompanhando com lembranças antigas.

Abri os olhos rapidamente, e percebi que o choro já havia se libertado. As lágrimas eram quentes quando rolavam pela a pele fria de meu rosto.

Minha mãe me olhava sem graça, franzindo o cenho.

- Você quer ficar sozinha, não é mesmo?! Qualquer coisa me chama. – Simone disse, deixando-me só naquele quarto.

Ao lado da caneca preta, que havia o leite quente com açúcar caramelizado, estava uma cartela de paracetamol. Tomei o remédio e em seguida o conteúdo daquela caneca.

Aqui não era o melhor lugar para esquecê-lo, mas eu não queria esquecer aquele que tanto amo. Por mais que as lembranças me trouxessem tristeza, ao mesmo tempo me fazia feliz. Porque era bom lembrar o que eu vivi ao lado dele, por mais que agora nunca mais estaremos juntos.

Adormeci com sua risada em minha mente, adormeci com o coração acelerado lembrando tudo o que havia acontecido entre nós. Desde os nossos onze anos de idade – que eu me lembro com clareza – ate a noite em que passamos juntos. A melhor noite da minha vida.

Acordei com batidas na porta. Olhei o relógio ao lado, e mesmo com a visão embaçada, vi que já era quase 12h00min.

- Entra... – disse com a voz sonolenta.

- Belinda, telefone. – era a Simone.

- Quem é? – perguntei me sentando na cama, colocando a mão sobre os olhos, impedindo a claridade.

- Tom. Ele está ligando de 5 em 5 minutos, desde 10h00min da manhã.

- Eu não vou falar com ele. – respondi ríspida.

- Você ouviu. – Simone disse ao aparelho de telefone. Depois de um tempo ela respondeu – Ok.

Simone apertou um botão no telefone – que eu deduzi ser o vivavoz – e logo a voz grave do Tom ecoou no quarto.

- Belinda! Atende logo a porra desse telefone, se não eu juro que pego o primeiro vôo para ai e você terá que falar comigo por bem ou por mal.

Peguei o telefone de má vontade. Eu não ia contrariar Tom . Não duvido nada que ele venha mesmo para cá . Simone saiu do quarto, fechando a porta.

- O que você quer? – perguntei seca.

- Você aqui. No nosso quarto. Na minha cama. Agora! – ele disse cada palavra, lentamente, a voz dura.

O silêncio se fez presente.

Minhas pernas bambearam e meu coração deu uma batida forte, ao ouvir tais palavras. Minha vontade agora: é de ir embora daqui e voltar o mais rápido possível. Entregar-me a ele, sem medo e sem pudor. Sentir o seu cheiro misturado com o meu. Ouvir sua voz ecoando junto a minha. Sentir seus lábios na mesma sintonia que os meus. Eu queria ser dele.

- Belinda, escute. Eu te quero aqui e não te quero como minha irmã. Eu te quero como minha mulher. Será que eu não deixei isso bem claro?!

Continuei calada. Minha cabeça parecia dar mil voltas e não sair do lugar.

- Belinda... Por que você se foi? – ele perguntou com a voz triste, onde era possível perceber o início de um choro.

- Será que você não entende uma coisa que está explícita? – respondi nervosa.

- ... Quê?

- Tom, nós somos irmãos. E, além disso, somos irmãos gêmeos. "Você sabia que poderíamos ser presos por isso?! Isso é errado, doentio, absurdo, impossível, anormal, isso é... Completamente imoral". Foi você mesmo quem disse isso.

- Ok, eu sei que disse tudo isso. Mas eu estava confuso, era tudo muito... Belinda... Eu pensei que depois do que aconteceu aqui, nada mais nos impediria.

- Você irá querer viver em uma mentira? Com medo de descobrirem? Sempre escondido em quatro paredes? Correndo o risco de ser preso? – perguntei, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia.

- Por você sim. – ele respondeu sem hesitar.

- Você diz isso agora, mas depois... Tom, tudo o que eu mais quero é a sua felicidade. E você nunca conseguirá ser feliz ao meu lado.

- Belinda, nada disso importa pra mim. Eu quero você.

- Mas eu não quero você! – respondi ríspida, mostrando-me forte.

Mais uma vez o silêncio pairou.

Apenas cinco palavras, mas que me fez desmoronar. Com certeza, aquilo doeu muito mais em mim. Eu o queria. O queria mais que tudo. Eu queria gritar "Tom, eu te amo", mas eu sabia o quanto aquilo iria prejudicá-lo. E eu sei que essa é a coisa certa a ser feita. E um dia ele irá me entender.

- Ok... Desculpe-me ter feito perder seu tempo. Se tivesse dito isso antes, não iria insistir. – ele respondeu, com a voz engasgada. Eu havia feito-o chorar. E desligou o telefone logo em seguida.

- Me desculpe – murmurei, para o sinal repetitivo que vinha do outro lado da linha, indicando um telefone desligado.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

6º Capitulo : O Desejo..

Hoje é um Capitulo Hot! , sei que muita gente está esperando esse momento!

então.. espero que gostem..!

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Desde daquele dia, o Tom nunca mais pronuncio nenhuma palavra a mim. Parecíamos dois estranhos na mesma casa. Eu pensava seriamente em ir embora, mas como eu iria conseguir viver sem acordar de manhã com ele sorrindo, com seu brilho infantil. Aquilo era tudo o que eu precisava.

Naquele dia o Tom levou Caroline para sair e me deixou sozinha, chorando desesperadamente, trancada nesse quarto... Quando eles voltaram, ela havia dito que os dois estavam namorando. Eu não conseguia chorar, não conseguia nem sair da cama, eu parecia estar em estado vegetativo.

Eu disse que era apenas um resfriado forte, mas mesmo assim a Caroline ficou preocupada, cuidou de mim todo o tempo que ficou aqui. E o Tom? O Tom nem se aproximou de mim, eu parecia realmente não existir ali para ele. Parecia que, para ele, eu tinha alguma doença contagiosa.

O Tom sabia o verdadeiro motivo por eu estar assim, sabia que meu único remédio capaz de me curar era ele. Mas ele parecia não se importar comigo, e não se importar se eu iria morrer de depressão ou não. Pelo o ao contrario, ele fazia tudo para eu me afundar ainda mais. Por quê?

E hoje, sozinha aqui, tudo passava pela a minha mente. Será que valia a pena continuar aqui, só para vê-lo, sentir a sua presença? Será que não seria mais fácil eu esquecer esse amor sem tê-lo por perto? Ir embora será a melhor solução.

Me levantei, e escolhi a primeira roupa do guarda-roupa, e fui direto para o banho. Quanto tempo fiquei ali? Não sei... Mas por tempo suficiente para que a minha mente não processasse nada chamado Tom.

Assim que sai, fui de volta ao quarto e coloquei todas as minhas roupas nas duas malas que havia debaixo da minha cama.

- O que você está fazendo? – uma mão segurou meu braço, impedindo-me de arrumar as malas.

- Arrumando minhas malas. – respondi seca, sem olhar para ele. Eu não queria encarar aqueles olhos castanhos tão iguais aos meus.

- Você não pode.

- Por quê?

- Eu preciso de você aqui do meu lado. Você... Você não pode me deixar.

- Me tratando do jeito que você está me tratando não parece que você precisa de mim ao seu lado.

- Você não entende, eu estava confuso com tudo... e... Será melhor ficarmos longe um do outro? – ele perguntou virando-me completamente para ele.

- Tom, eu não te obrigo a corresponder esse amor que eu sinto por você. Então, não me obrigue a ficar aqui. Será que você não entende que cada vez que eu vejo o seu sorriso, os seus olhos, ouço sua voz, esse sentimento em mim cresce cada vez mais? Longe de você eu irei conseguir deixar de te amar do jeito errado... Será melhor pra mim e para você também.

Ele soltou o meu braço e se sentou em sua cama. Voltei a arrumar as minhas malas e assim que acabei, coloquei-as no chão e levantei as alças para puxá-las pelo o carrinho.

- Acho que isso é um adeus. – eu disse olhando para ele, que ainda encarava seus pés.

Ele se levantou e veio ate mim. Soltou minhas mãos que seguravam a alça da mala, e as segurou.

- Se for para dizer adeus, que seja inesquecível. – ele disse entrelaçando seus dedos nos meus.

- O que vo-você...?

- Shhh... – ele pousou seu dedo indicador em meus lábios.

Seus lábios encontraram os meus de uma ansiedade que não se diferenciava muito da violência, mas ao mesmo tempo, conseguia ser suave e cuidadoso. Sua mão girava em meus cabelos enquanto a outra ia sentido a minha cintura. Sua boca soltou meus lábios e seguiram o caminho do meu pescoço, me fazendo tremer com os seus dentes roçando no lóbulo da minha orelha.

Eu sabia o quanto aquilo era errado. Sabia o quanto isso pioraria. Mas eu não conseguia dizer não. Por que dizer não? Isso é tudo o que eu sempre quis, e a única coisa que eu devo fazer é aproveitar o momento.

Suas mãos abriram o zíper da minha blusa fazendo-a deslizar pelo o meu corpo. Ele se afastou parar admirar-me e seus olhos queimavam de luxúria. Aquilo foi um convite para que eu me entregasse. Retirei a sua camiseta e passei a língua por toda a extensão de seu abdômen

- Isso... Isso devia ser errado... Eu ficar excitado com a minha própria irmã – ele disse rindo.

Tracei o caminho do seu tórax ate o pescoço e sussurrei no seu ouvido:

- Posso ser sua irmã, mas não deixo de ser uma mulher.

- E que mulher! Como eu não percebi isso antes?

- Talvez porque você só tenha me visto como a irmãzinha, e agora... Como você me vê agora?

Ele me jogou na parede e colou seu corpo no meu. Sua língua subiu desde o caminho por entre meus seios ate chegar ao meu pescoço, dando um chupão que com certeza deixaria marca, deu uma mordida na minha orelha e em seguida sussurrou:

- Gostosa!

- Safado!

- Você nem imagina o quanto! – ele respondeu me erguendo do chão e beijando a minha barriga.

Envolvi sua cintura com as minhas pernas e ele me levou ate a cama, deitando seu corpo sobre o meu. Enquanto nos beijávamos, suas mãos encontraram o zíper da minha calça jeans, e assim que abriu, deslizou suas mãos pela as minhas pernas, acariciando minhas coxas, retirando aquela peça e jogando-a em um canto qualquer do quarto.

Ele afastou seus lábios dos meus e levantou seu corpo, apoiando-se nos cotovelos. Seu rosto havia aquela expressão maliciosa, que eu sempre quis ver e saber que era pra mim. Suas mãos desceram desde o meu rosto, por entre os meus seios, barriga, ate chegar à minha intimidade, atiçando-a por cima da roupa íntima azul que eu vestia, fazendo meu corpo se curvar de prazer. Mordi meu lábio inferior, reprimindo um gemido.

Ele ergueu meu corpo, segurando minha cintura e beijou toda a extensão do meu pescoço. Enquanto uma de suas mãos levantava minha perna, enlaçando sua cintura.

Enquanto nos beijávamos, inverti as posições, me pondo sobre ele. Desci em beijos ate o zíper da sua calça. Abri lentamente, e deslizei pela as suas pernas, sentindo o arrepiar da sua pele. Me livre daquela peça, e me aproximei da sua boxer vinho, podendo ver o tamanho da sua excitação.

Não pude evitar a sorri ao ver e saber que aquela excitação era por mim. Por quanto tempo eu fiquei imaginando isso. Imaginando quando finalmente iria poder me sentir dele, e sentir que ele também é meu. Quando iria poder levá-lo a loucura. Escutá-lo gemer meu nome e suplicar pelo o meu corpo. E agora estou aqui, na mesma cama que ele, e iria fazê-lo se sentir realizado como nenhuma mulher jamais fez.

Abaixei sua boxer com a boca, o suficiente para que a sua estrela ficasse totalmente visível. Admirei por poucos segundos aquela tatuagem que eu há tanto tempo cobicei, mordendo o lábio inferior, e a toquei de leve com as pontas dos dedos. Logo em seguida, tracei o desenho com a ponta da língua, de leve, ouvindo a respiração do Tom se transformar em um ofegar. Logo em seguida, dei um chupão, deixando uma marca avermelhada. Desci sua boxer, e beijei delicadamente seu falo, ouvindo-o arfar.

Resolvi provocá-lo, passando um dedo pela sua glande. Um gemido rouco, porém baixo, ecoou no quarto. Eu queria ouvi-lo gemer mais alto.

Pousei minhas mãos em sua base e coloque-o em minha boca. Chupei-o vagarosamente, apreciando seus gemidos que ecoavam pelo o quarto. Tom agarrava os lençóis fortemente, de forma que a veia de seu braço se elevou pela a sua pele tatuada.

- B-Belinda... – ele gemeu. Fechei os olhos, extasiada por ouvir meu nome sendo proferido por ele de maneira tão sexy.

Suas mãos se entrelaçaram em meus cabelos, e pude sentir seus dedos trêmulos acariciarem minha cabeça. Corri a língua por toda a pele macia de seu membro, beijando toda a sua extensão. Voltei a sugá-lo com mais força, dando leve mordidas. Seu menbro pulsava cada vez mais em minha boca. Não demorou muito para que um gemido ainda mais alto atravessasse sua garganta, e então senti um líquido quente preencher minha boca.

Fechei os olhos, apreciando seu sabor. Doce sabor.

Abri os olhos vagarosamente, e observei seu corpo suado e sorrindo. Avancei sobre a cama e sentei entre o seu quadril. Ele pegou meu rosto em suas mãos e me beijou docemente, enquanto suas unhas subiam pela as minhas costas.

Com facilidade ele se livrou do meu sutiã, e inverteu as posições, se pondo sobre mim. Sua língua começou a trabalhar em meus seios, beijando-os incessantemente. Seu piercing gelado era uma sensação única. E a cada gemido meu, seus lábios ficavam mais urgentes. Mordia devagar cada mamilo, lambendo. Enquanto beijava um, acariciava o outro, que estava rígido. E por fim, sua língua subiu desde a altura de meus seios, ate a pele sensível de meu pescoço. Deixando marcas avermelhadas por todo o local.

Suas unhas deslizaram pela as minhas pernas, retirando a única peça que vestia meu corpo. Vagarosamente, ele penetrou-me, fazendo com que eu erguesse a cabeça e suspirasse surpresa. Gemeu alto. Seus olhos estavam fixos nos meus, e sua expressão era carregada de prazer. Seu tronco molhado de suor se movia para frente, iniciando o movimento de vaivém.

- T-Tom... – proferi seu nome com a voz trêmula.

Ele aproximou seu rosto do meu, e parou ao lado da minha orelha. Mordeu-a levemente e indagou sensualmente:

- Você... Você q-quer mais?

Assenti positivamente.

Eu o queria mais que tudo. Queria senti-lo cada vez mais. Eu queria que ele me intoxicasse com o sabor de seus lábios, com o seu corpo no meu.

Ele mordeu um de meus lábios que se mantinham entreabertos, para melhor respirar, e em seguida segurou minhas mãos. Levou meus braços ate a altura da minha cabeça e iniciou movimentos mais rápidos, mais fortes.

Afastei as pernas, e o Tom retirou quase todo o seu membro, penetrando-me mais uma vez, atingindo um ponto sensível. Gemi intensamente, apertando suas mãos com força.

Inverti as posições, me pondo sobre ele.

Tom segurou minha cintura e começou a me mover para cima e para baixo, e as estocadas se transformavam cada vez mais profundas, deixando-nos totalmente sem ar. Minha mente estava vazia, tomada apenas por meus sentimentos e a sensação de prazer mútuo que existia nesse quarto.

Gritávamos sem nos importar com quem ouviria. Sua voz ecoando junto a minha. Nada, além de nós dois, importava naquele momento.

Eu galgava no caminho ao ápice em sua companhia. Agarrava a seus ombros, cravando minhas unhas nele, ferindo-o gentilmente. Arqueava o corpo para trás após cada estocada, ate chegar ao ponto alto.

O movimentos agora apenas sendo promovidos por Tom, prolongava meus gemidos e orgasmo. E ele logo chegou lá, tendo o meu corpo preenchido por um líquido quente.

Trouxe-me ate ele, envolvendo meu corpo com seus braços em seguida. Abracei-o de volta, colando em seu corpo suado.

- Eu te amo... – murmurei em seu ouvido.

Ele afrouxou o abraço, selando seus lábios nos meus em um beijo calmo, sorrindo entre os arquejos. Virou-me com delicadeza, deitando-me na cama e saindo de mim sem pressa.

Deitei-me em seu peito, e seus braços me envolviam, enquanto suas unhas acariciavam minhas costas, criando leves arrepios sobre minha pele.

Nossos corpos estavam cobertos pelo lençol apenas da cintura para baixo. Uma de minhas mãos estava pousada em seu peito, e ele entrelaçou sua mão com esta.

- Isso foi... Fantástico. – ele disse sorrindo, com os olhos fechado.

- Muito mais do que eu imaginei – respondi

Ele me olhou pelo o canto do olho e depositou um beijo em minha testa.

Fechei os olhos guardando seu cheiro, acentuado por causa do suor, mais ainda sim inebriante, único e esplêndido.

Era difícil acreditar quem enfim nos perdemos em nossos corpos, nos trancamos em nossos peitos, mergulhamos em nossos suores, saboreamos o que há de melhor e nos entregamos por completo a esse amor. Isso foi muito mais do que fantástico!

Abri os olhos vagarosamente, e ele agora dormia como um anjo. Levantei-me cuidadosamente, com medo de acordá-lo e fui ate o banheiro, levando uma muda de roupa limpa.

Tomei um banho rápido, e voltei para o quarto. Ele agora dormia abraçado com o travesseiro. Ele sempre dorme assim, desde criança. É adorável essa sua mania. Vou sentir falta disso.

Dei um beijo em sua testa e sussurrei em seu ouvido:

- Eu sempre irei te amar...

Uma lágrima escorreu de meus olhos, pingando em seu pescoço e agradeci por ele ter sono pesado. Peguei as malas e observei-o pela a última vez, e então eu fui embora.

Já era tarde da noite. Esperei um táxi que apareceu em pouco tempo.

- Me leve ate a estação , por favor. – pedi ao taxista

Agarrei-me aos joelhos e fechei os olhos esperando chegar ao destino. Minha cabeça parecia girar. Meus olhos lacrimejavam. Tudo o que eu queria era não pensar nele, mas eu só conseguir pensar nele.

- Chegamos senhorita. – o taxista despertou-me

- Ah, sim... Obrigada. – lhe entreguei 20 Reais – Pode ficar com o troco.

- Obrigado – ele respondeu

Mesmo sendo 22h40min, a estação ainda se matinha movimentada. A fila era um pouco pequena. Após as 3 pessoas a minha frente serem atendidas, chegou a minha vez.

- Qual o próximo horário do trem ? – perguntei a atendente

- Às 23h00min.

- Eu quero uma passagem para esse.

- R$ 36,00

Entreguei-lhe o dinheiro e em seguida ela me entregou o ticket da passagem.

- Boa viagem! – ela desejou

- Obrigada.

Caminhei ate o portão 5, pois era o que indicava o ticket. E esperei sentada em um dos bancos. Faltavam apenas 10 minutos. O frio batia contra a minha pele, mas eu na sentia nada. Tudo o que eu sentia era como se meu coração houvesse sido deixado naquele quarto, e o que estava aqui era apenas um corpo.

O barulho agudo anunciou que o trem havia chegado. Levantei-me daquele banco de madeira e me guiei ate o trem. Guardei minhas malas em um compartimento e me sentei em um dos bancos afastados.

Quando o trem partiu, as lágrimas começaram a rolar desesperadamente. Agora eu estava realmente partindo, não havia mais volta. Eu sabia que não devia chorar já que voltar para Magdeburg era a minha escolha. Mas eu estava destruída por ter que deixá-lo, mesmo sabendo que era a coisa certa a ser feita.

Incesto: É um tabu em quase todas as culturas humanas, sendo por isto considerado um tabu universal. Em alguns casos é punido como crime, em outros é considerado "pecado" (como o é para as maiores religiões do mundo) e em outros é simplesmente motivo de zombaria, existindo, porém sempre um constrangimento acerca de um tipo de casamento. Na maior parte dos países o incesto é legalmente proibido – mesmo que haja consentimento de ambas as partes.

Acho que isso basta para saber que eu e o Tom nunca seríamos felizes juntos. E tudo o que eu mais quero é a felicidade dele, e eu sei que a Caroline será capaz disso.

sábado, 1 de maio de 2010

5º Capitulo : O Beijo...

5º CAPITULO

Voltamos para o apartamento e a Caroline arrumava seu shampoo, toalha, roupa e outros pertences em sua mala. Usava um vestido amarelo, com seus cabelos molhados pingando sobre seu corpo.

Assim que nos viu, Caroline abriu um sorriso e veio ate nós:

- Oi Belinda! A gente nem pôde se falar direito... Eu queria tanto te conhecer. Porque o Tom não parava de falar com você em só instante. – ela disse sorrindo

Respondi com um sorriso fraco, e Tom deu um sorriso que fez com que os olhos de Caroline brilhassem e meu coração se apertasse.

- Porque estão molhados? – ela perguntou

- Está chovendo lá fora, e estávamos lá fora – respondi como se fosse a coisa mais obvia do mundo. Mas eu estava tentando ser simpática... Isso é importante para o Tom, não é?

- Ah sim... Claro... – ela respondeu sorrindo timidamente.

- Eu vou tomar um banho... Estou deprimente! Você na merecia me ver com esse moicano baixo, e... Cara, Eu estou horrível!

- Ah Tom... Impossível você estar deprimente. Ainda assim, continua lindo. – Caroline respondeu

Olhei para o Tom e percebi que ele corou. Minhas bochechas também ficaram igualmente vermelhas, só que, ao contrário dele, o meu rubor era causado pela a raiva e os ciúmes.

Eu estou tentando ser legal com está Caroline, mas com ela dando em cima do Tom na minha frente, fica um pouco complicado.

- Obrigado, eu... er... Deixarei vocês se conhecerem, ok?

- Adorarei conhecer sua irmã

- Belinda também adorará te conhecer, não é? – o Tom me perguntou

- Claro, claro... – respondi dando de ombros.

Ele saiu e deixou na sala: eu, Caroline, e o silencio constrangedor.

Ela ainda sorria. Como conseguia ficar assim por tanto tempo? Suas bochechas devem ficar doloridas no fim do dia.

- Então, Belinda... O Tom me disse que você é fã de Green Day, né?!

- Claro que disse. Aliás, foi por isso que vocês se conheceram, não foi mesmo?!

- Exatamente! Ele já deve ter contado a historia, certo?!

- Contou... Pois bem, eu quero ver a camiseta – disse, dando dois passos em sua direção.

- Você vai ver, mas o Tom que quer te entregar.

- Hm... sei...

- Trouxe um presente pra você! – ela disse alegre, correndo saltitante ate a sua mala.

- Presente? Pra mim?

- Sim. Aqui está – ela respondeu me entregando um pequeno embrulho lilás, amarrado com uma fita branca, que formava um belo laço

Cuidadosamente puxei a ponta da fita e o embrulho se desfez. Era um ursinho branco, vestido com uma camiseta vermelha, tendo o nome e símbolo do Green Day bordado em uma linha degradê que de preto ia clareando ate chegar a um cinza claro e por ultimo terminava em branco.

- Foi... Foi você quem fez? – perguntei

- Sim!

Isso fez com que eu me sentisse culpada, envergonhada, estúpida, uma completa idiota!

Ela estava sendo legal comigo. Estava tentando criar uma amizade entre nós e, no entanto, eu já havia transformando-a em minha pior inimiga. O que foi uma ignorância de minha parte. Porque ela não é culpada por eu ser apaixonada pelo o meu irmão.

Talvez, tentar criar uma amizade com a Caroline, não seja tão ruim assim. E talvez seja ate bom que o Tom e a Caroline namorem, porque quem sabe assim, eu o vendo com outra pessoa, eu não aprendo a vê-lo apenas como um irmão.

- Obrigada – agradeci

- De nada – ela respondeu, me abraçando

Correspondi ao seu abraço e nem de longe ela parecia ser uma serial killer.

Me sentei no sofá e olhei mais uma vez para o ursinho e então perguntei:

- Aonde aprendeu a bordar?

- Meus pais são donos de uma multinacional e eu sempre fui criada por babás. E dentre uma delas, teve uma que me ensinou a bordar quando eu já estava com 14 anos. Eu bordo por hobbie e ainda ganho um dinheiro com isso.

- Ah!

- E então? Já estão se dando bem? – Tom apareceu vestindo uma roupa simples, enquanto secava seus cabelos na toalha.

- É, acho que eu e a Belinda seremos ser grande amigas. – Caroline respondeu

- Sério? – Tom perguntou surpreso

- É, acho que sim – respondi

Tom sorriu e se sentou no braço do sofá, ao meu lado. Alisou meus cabelos e deu um beijo na minha cabeça.

- Viu? Eu disse que você iam se dar bem – ele disse.

- É... Tom, e a camiseta? – perguntei

- Ah sim, claro. Caroline você trouxe, não é?

- Sim eu trouxe. – ela se levantou e foi ate a mala, trazendo uma caixa dentro de uma sacola toda branca. – Aqui está – ela entregou a ele.

- Caroline, você se importa de ficar sozinha por um tempo? – Tom perguntou

- Não. Por mim, tudo bem. – ela respondeu.

Tom assentiu com um sorriso, me pegou pela a mão e me levou ate o quarto.

Assim que entramos no quarto ele fechou a porta e o meu coração se acelerou. Pensamentos insanos dominaram minha mente.

- Eu comprei essa blusa, não pra você usar, apenas para guardá-la como recordação. Não quero que você se esqueça de mim nunca.

- Ah Tom, sempre estaremos juntos. Nunca me esquecerei de você

- É eu sei. Mas eu quero que você tenha algo especialmente meu para você.

Ele se sentou em sua cama com as pernas cruzadas como chinês, e pôs a caixa na sua frente.

- Vem, senta aqui – ele disse, batendo no lugar à sua frente

Me sentei de frente para ele e com as pernas cruzadas como chinês também. Tom sorria como uma criança. Olhou em meus olhos e desfez o nó feito com linha de nylon e então tirou a caixa de dentro da embalagem toda branca.

A caixa era de madeira e pintada de amarelo, tendo pinceladas em azul. O azul era pintando como se parecesse ondas que quebravam no mar.

- Sei que azul e amarelo são suas cores preferidas.

- É lindo. – disse, como se falasse para mim mesma, ainda encarando a caixa à minha frente.

Olhei para ele e sorri como ele sorria quando seus olhos encontravam os meus.

Abri a caixa cuidadosamente, e bem dobrada estava a camiseta. A camiseta estava dobrada, ficando ajustada com o tamanho da caixa, e não era preciso tirá-la de lá para ver a estampa.

Era uma foto nossa onde ele me empurrava em um balanço. Lembro-me perfeitamente desse dia, lembro-me ate que ele havia pedido a um estranho para tirarem a foto.

Era antiga, pois o Tom ainda tinha o cabelo grande até os ombros, e eu ainda não havia pintado o cabelo de preto, ainda era dourados. Mas era a minha foto preferida, pois ela tinha um significado pra mim, já que foi naquele dia que havia tido a certeza que o amor que eu sentia pelo o Tom ia além do fraternal.

No canto superior da foto vinha bordado em amarelo: "Tom & Belinda. Für immer!" e mais abaixo vinha um trecho de uma música conhecida:

[..] As my memory rests

But never forgets what I lost

Wake me up when september ends

Summer has come and passed

The innocent can never last

Wake me up when september ends[..]


Wake me up when september ends -Green Day

Eu passava horas ouvindo "Wake me up when september ends" porque essa música é os meus sentimentos ditos em melodia. Parecia ter sido escrita por mim, baseada em mim. Como se explicasse para mim tudo que eu sinto, é como se fizesse aceitar esse sentimento. E foi isso que me fez virar fã de Green day. Porque cada música me tocava de alguma forma

Uma lágrima rolou sem permissão de meus olhos e tratei logo de enxugá-la discretamente com as pontas dos dedos.

- Sei o quanto você gosta dessa foto, e o quanto você ama essa música. E eu mandei fazer essa camiseta, não para usá-la em si, e sim para guardá-la como um porta-retrato. Eu queria ser diferente e... Ei, você está chorando?! – o Tom disse a última frase erguendo meu queixo com seus dedos longos

Coloquei a caixa no meu lado, e fiquei de joelho na cama. Fui ate o Tom e o abracei, deixando nossos corpos o mais próximos possível. Deitei meu rosto sem seu ombro, e inalei seu perfume masculino, o quanto eu adorava aquilo. Minha respiração o tanto quanto ofegante batia na sua pele do pescoço fazendo os pêlos da sua nuca se eriçar. Seu cheiro continuava a me embriagar, e fechei os olhos para deixar a minha droga favorita agir em mim, deixando-me louca e tonta de amor. Um amor proibido, do qual eu nunca poderia sentir o verdadeiro sabor... Mas eu precisava. Meu corpo clamava por aquilo, apenas um beijo. Eu só queria sentir o seu sabor por um instante, sentir seu coração no mesmo compasso que o meu, fazendo minha respiração virar um ofegar intenso. Queria poder amá-lo como mulher, e não como irmã.

- Eu te amo tanto – disse deixando outra lágrima rolar

- Eu também... – ele respondeu, afagando meus cabelos.

Por impulso lhe beijei o pescoço, e logo pude sentir as mãos do Tom se apertar em minha cintura. Tracei o contorno de sua clavícula com a ponta do nariz, inalando todo o seu cheiro viciante, me deixando cada vez mais fora de mim.

Deixei de abraçá-lo, entrelacei seu pescoço com meus braços e prendi seu cabelo em meus dedos. Afastei um pouco para vê-lo, e seus olhos estavam semicerrados encarando os meus. Suas mãos estavam por debaixo da minha blusa, segurando minha cintura com força. Sua boca entreaberta mostrava sua respiração um pouco ofegante, como a minha. Seu hálito foi o suficiente para me desligar por completo.

Logo me vi mordendo seu queixo e dando leve chupões. Umas de suas mãos subiam e desciam com as pontas dos dedos pela as minhas costas, criando arrepios na minha pele. Não resisti mais um segundo, e de seu queixo meus lábios alcançaram os seus.

De um beijo inocente, o que era apenas um selinho, havia se tornado algo fervoroso. A boca de Tom tinha se entreaberto, dando espaço para um beijo intenso. Seu piercing tocando minha língua me fazia estremecer. Uma de suas mãos segurava delicadamente meu rosto, enquanto a outra girava em meus cabelos. E as minhas mãos eu não sabia onde colocar; estavam trêmulas. Aquilo era muito mais do que eu imaginei.

Seu sabor, seu doce sabor. Não se comparava a nada do que eu imaginei, aquilo era surreal. Eu não conseguia pensar em absolutamente, nada. Minha mente tinha se fechado, e a única coisa que eu conseguia processar era que eu realmente estava beijando-o.

- Pare... – o Tom parou o beijo vagarosamente, colando sua testa na minha.

- Por quê? – perguntei tentando voltar a beijá-lo, mas ele se esquivou

- O que nós estamos fazendo?

- Não sei... Apenas... Continue! – disse segurando seu rosto em minhas mãos.

- Belinda, isso é doentio. É contra tudo, é.... Completamente imoral.

- Love is nature. So you're breaking with tradition, in this godforsaken land – cantarolei no seu ouvido.

- Belinda, pára… Por que você está fazendo isso? Não podemos.

- Por que não? – perguntei me afastando dele.

- Você sabia que poderíamos ser presos por isso?! Isso é errado, doentio, absurdo, impossível, anormal, isso é... – ele disse cada palavra como se falasse para si mesmo, e depois se escondeu em suas mãos.

- Me desculpe por lhe amar. Eu não queria te amar assim... Eu juro que não queria – disse me encolhendo. Do outro lado da cama.

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Espero que Gostem.. Proximo Capitulo vai ser Hot (6~

Beeijos.. \o